Levou, já era
Durante vários meses eu me julgava preparado para uma determinada coisa que, mais dia menos dia, iria ter que enfrentar. Talvez lá no fundo eu tivesse um pouco de medo, mas no processo de negação eu acabei passando por cima. Pois eu estava errado.
No meu dia a dia aprendi que não é necessário passar por uma situação real para se ter uma reação real. As vezes tudo não passa de um engano, mas a reação é exatamente igual a de um acontecimento verdadeiro. Pois foi isso que aconteceu: eu não enfrentei o real desafio, e também nem precisei.... perdi feio. Quando a porrada vem na cara, não tem mais o que falar. O lance é assumir e aprender.
Eu assumo que não estava preparado para sentir nem metade das coisas que vieram a tona. Sentimentos complicadíssimos que eu julgava ter sob controle. Amor, ódio, saudade, desprezo, redúdio e alegria tudo junto, de uma vez só. Foi uma avalanche que me deixou completamente confuso e inerte. Imagens se fundiam nos meus olhos, me fazendo ver coisas que estão apenas na minha memória, mas tão reais quanto o que estava deles. Fiquei bastante triste.... bastante.
É triste que depois de quase 1 ano e meio tentando me recuperar e lutando pra rolar a bola pra frente, ver que eu ainda sinto coisas muito fortes. Ver que estar bem e achar que está bem são coisas diferentes. Ver que um sentimento verdadeiro leva anos para aparecer,.... e infelizmente pra desaparecer também. Ver que ainda não consigo me defender disso, que ainda sou vunerável.
O jeito é começar tudo de novo pra que, no mínimo, quando vier a porrada, doa menos. Porquê eu sei que vai doer...

1 Comments:
é nêgo, dói saber que somos vuneráveis não é mesmo? mas ainda bem que somos. que podemos sentir intensamente, alegrias e tristezas, paixões e loucuras. esse sentimentos que nos movem nos fazem crescer, nos abrem os olhos, machucam e curam ao mesmo tempo. pode ser que demore, mas cada um sabe o quanto dura sua própria digestão, se não sabe acabará descobrindo. pior seria se não houvesse a dor da perda. como saberíamos o valor de realmente amar? (ai, ai essas conversas contigo me lembraram o quanto sou romântica... hehe)
beijos, -carol
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