Wednesday, September 28, 2005




Na calmaria, se reavalie e reestruture

Não sei exatamente se a tempestade passou. Pelo que parece os ventos deram uma trégua. Não sei por quanto tempo vai durar, mas por enquanto as águas estão calmas. Tem até sol.

Muitas coisas continuam acontecendo e mostrando, das mais infinitas formas, que eu não estou sozinho. O que mais me impressiona é que, como nunca aconteceu antes, estou conseguindo ver essas "dicas". Tudo parece dizer a mesma coisa, sejam textos, encontros com pessoas que eu nunca vi, livros e até artigos de revistas. A mensagem está lá.

Em uma dessas conversas me foi levantada a questão: se você deixa de acreditar em algo ela deixa de existir?? Se não acreditarem em mim eu deixo de existir?? Quando ela foi feita eu fiquei um pouco confuso, mas acabei respondendo. E é aí que está a magia... era uma das respostas que EU estava querendo, mas alguém teve que me perguntar, me fazer pensar, para depois eu responder a mim mesmo. Um pouco complicado.

O sol brilha independente se você acredita ou VE! Assim é com o "deus".... não a entidade cristã ou coisa do tipo. Ele como regente das coisas, não sei explicar direito. Ele não depende que nós acreditemos nele para existir. Não mesmo. Mas para que NOS possamos sentir os efeitos e merecê-los temos que nos abrir, abrir o coração, nos deixamos permear. Esse é o ponto.

Há muito mais entre o céu e a terra do que nós podemos imaginar, mas a maioria dos homens não está preparada para ver. Isso não é uma condição permanente, mas uma situação. A mudança só vem com a busca pessoal. A partir daí a verdade vai sendo revelada aos poucos. Assim como já foi mostrados com os cegos, que ao começarem enxergar não entendem o mundo, a perspectiva, as cores, a profundidade, a distância das coisas e, muitas vezes entram em choque, acontece com nós mesmos. Se vissemos a verdade de uma vez talvez entraríamos em choque... não sei. O que sei é que estou no caminho.... no meu caminho. Sei que tenho um professor, que me quer bem e quer que eu cresça como ser humano. Não é a toa que o chamo de Sensei.

Nesse pouco tempo de calmaria, pude ver o quanto já naveguei nesse tempestade. O quanto mudei. O quanto cresci. Agora é esperar e ver se tempo muda.

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